AMPLIAÇÃO CASA JACOB KIPNIS, 2013

O bairro do Itaim, em sua porção próxima à Avenida FariaLima, se encontra em profunda transformação. A antiga ocupação de pequenos sobrados está sendo substituída por altas torres. O projeto busca se inserir neste contexto como forma de mediação entre distintos tempos. O terreno com mais de 1000m2 possui uma localização especial, pois se abre para três ruas, ou seja, incorpora duas esquinas. O único vizinho é uma nova torre residencial de mais de vinte andares.

O edifício proposto, com setenta metros de altura, se aproxima em escala da construção ao lado e se implanta recuado das esquinas, porém, no térreo, configura uma praça pública que liga as três frentes, estabelecendo continuidade com os passeios do bairro. A praça, metade coberta, outra descoberta, é animada por café, jardins, bancos e uma linha d’água. Estabelece novo padrão de urbanização, desejável numa cidade cujos espaços públicos sãodestratados e limitados. Poderia ser uma regra.

As atividades coletivas estão valorizadas no projeto. São distribuídas verticalmente, criando uma comunicação direta com a cidade.

Acima da praça, a 5,40m da rua, propôs-se um andar quase todo livre, com um grande jardim e uma horta para os moradores. A torre residencial nasce daí e distribui ao longo dos pisos os demais usos coletivos.No sexto andar, voltado para a rua comercial de maior fluxo, fica a academia deginástica com duplo pé direito. Parece interessante que se estabeleça uma relação visual entre quem passa na rua e quem está acima, identificando a construção com usos diversos. No décimo oitavo piso se localiza um salão de uso comum, também com dupla altura. Espaço para reuniões, a 55 metros de altura, conectado com o restante da cidade. À distância, visto desde muitos pontos da metrópole, percebe-se que acontece uma festa lá no alto. Por fim, piscina e sauna foram para a cobertura, no topo, onde há mais sol, céu e vistas.

As plantas dos andares de apartamentos visam possibilitar flexibilidade para distintas configurações de unidades residenciais, previamente desenhadas. Apartamentos simples pequenos, duplex um pouco maiores, e suas junções horizontais, ou seja, um simples com um duplex, ou mesmo, dois simples. Com isso, é possível acomodar famílias de diversos tamanhos.

Para a face oeste, onde está o vizinho mais alto, implantou-se a torre de circulação. As demais fachadas, que se abrem para as ruas, são varandas contínuas. Num clima como o de São Paulo, torna-se apropriado esse espaço intermediário entre interior e exterior. Protege do sol excessivo e permite ventilação permanente em dias chuvosos. Essa proteção é reforçada com painéis metálicos perfurados de correr, que configuram a fachadado edifício a partir de seu próprio movimento e da variação das alturas dos apartamentos.

local são paulo, sp

projeto 2012

arquitetura UNA arquitetos: cristiane muniz, fabio valentim, fernanda barbara, fernando viégas

colaboradores  aleix gonzales call, ana julia chiozza, carlos faccio, eduardo martorelli, flora maringoni guimarães, julia jabur zemella, otávio filho, pedro domingues silva, marcos bresser, marie lartigue

área do terreno 1184,95 m²

área construída 6943,92 m²

desenvolvimento imobiliário huma

estrutura edatec

instalações soeng

luminotecnia studio IX

paisagismo sergio santana

interiores triplex arquitetura

comunicação visual nitsche

climatização green solution

acústica akkerman

impermeabilização proiso

esquadrias arqmate

tratamento de águas cinzas acquabrasilis

fundações apoio apf

vedações paula vianna

piscinas equipagua

serralheria vmc projetos mecânicos e estruturais

metálica vmc projetos mecânicos e estruturais

imagens em preto e branco neorama

controle de incêndio S.A.O.

irrigação irrigam