Estúdio

UNA MUNIZVIEGAS é um estúdio de arquitetura e urbanismo em São Paulo, inaugurado em 2019, que tem como sócios Cristiane Muniz e Fernando Viégas, ambos formados e mestres pela FAUUSP.

Desde 2004 são professores de projeto da Escola da Cidade. Cristiane é a atual diretora da graduação e co-coordenou durante 5 anos um curso de pós-graduação sobre educação em arquitetura na mesma instituição. Fernando é presidente adjunto da Instituição e desde 2010 co-coordena o curso de pós-graduação Civilização América: Geografia, Cidade e Arquitetura. A atividade docente e sua extensão com conferências, workshops, seminários e bancas de avaliação compõe o cotidiano e complementa a prática arquitetônica, amparando a pesquisa aplicada. Em 2021 e 2023 foram professores convidados na Harvard Graduate School of Design.

Em 1996 fundaram o escritório Una Arquitetos que desenvolveu projetos em diversas escalas, desde planos urbanísticos, reurbanizações, projetos de infraestrutura de transporte, escolas, museus, centros culturais bem como habitações nas mais diversas escalas. Em sua formação inicial, o Una Arquitetos contou com as sócias Ana Paula Pontes e Catherine Otondo [1996 a 1999], e, de 1996 a 2019, teve por sócios Fábio Valentim, Fernanda Barbara, Cristiane Muniz e Fernando Viégas.

Receberam diversos prêmios nacionais e internacionais. Participaram de diversas exposições: Bienal de Veneza, Bienal Iberoamericana, Trienal de Lisboa, Bienais do Chile, Equador, Bolívia, Argentina, São Paulo.

Em 2006 integraram a exposição Coletivo, que desdobrou no livro editado pela Cosac & Naify. Seus projetos foram publicados nas principais revistas de arquitetura do mundo, como Projeto, AU, Summa, Plot, Elarqa, Arquine, JA, Architectural Record, Architectural Review, Domus, L’architecture d’aujourd’hui, G.A, 2G, entre outras.

Em 2021 foi organizada uma exposição sobre sua obra na Note Galeria, em Lisboa. Em 2023 foi publicado um número monográfico dos livros da Editorial En Blanco de Valencia, Espanha.

Arquitetura e urbanismo são atividades coletivas e compreendidas como maneira de conversar, como processo no qual a linguagem do desenho ampara a formulação de questões para que os diálogos possam seguir, multidisciplinares e colaborativos. Uma ideia oposta à de imposição. Assim, também se coloca como investigação, pesquisa.

A interpretação de cada situação, como método, é determinante para o desenho, envolvendo a descoberta de questões geográficas e ambientais, incluídos aí os aspectos históricos, sociais, econômicos e culturais. Entendem o trabalho como uma reação ao contexto. Os edifícios, assim como a cidade, seguem se transformando. Devem ser capazes de se adaptar às pessoas que irão habitá-los e envelhecer com dignidade.

As soluções formais podem ser muito variadas e decorrem desse processo. Como não há uma resposta pré-concebida, mas um arcabouço ético, cada material e processo construtivo é convocado em função da circunstância, e a justaposição deles é bem vinda, desde que utilizada com critérios técnicos e precisão. Viver num país como o Brasil, ao sul do mundo, com sua diversidade continental, acentuada pela experiência numa megalópole como São Paulo, influencia cada decisão e fica impregnado nesses trabalhos.