CLUBE EM CAMPINAS, 2019

Finalista, Mies Crown Hall Americas Prize 2025

1° Prêmio, IX Bienal Internacional de Arquitectura de Santa Cruz 2024

Finalista, Categoria Outras Tipologias, 1° Prêmio PROJETO de Arquitetura 2024

A arquitetura paulista construiu clubes e balneários exemplares. É um programa que migrou para as áreas comuns de novos loteamentos. Basicamente, uma sombra que ampare os usos coletivos de festas, ginástica, vestiários e a implantação de piscinas e áreas desportivas.

O sítio desse projeto fica em campinas, porém nas bordas da metrópole. Desde o terreno é possível avistar o perfil da cidade. A leve declividade favorece esse panorama. A escolha da cota de acomodação do edifício permite uma continuidade visual de quem passa pela rua de acesso acima, construindo delicadamente uma extensa linha na paisagem. Uma cobertura única interliga os ambientes com dupla altura, alternando cheios e vazios, espaços abertos e fechados. A estrutura pré-fabricada de madeira laminada garante a leveza e racionalidade da construção. A face noroeste é protegida por um extenso brise metálico pendurado na cobertura.

Todos os ambientes menores servidos de instalações, como vestiários, sanitários, cozinhas e depósitos, se concentram numa peça linear de concreto aparente, com jardim na cobertura, que se desdobra em torre de água numa ponta e marquise de acesso na outra. O contraponto entre os dois corpos, de matérias tão distintas, estabelece a lógica construtiva, que se completa como tríade na presença dos muros de Gabião. Esse último elemento se originou com a estratégia de aproveitar o movimento de terras necessário à urbanização e torna-lo visível como matéria de construção do espaço, seja como arrimo, ou apenas parede.

A edificação fica ligeiramente mais alta que o chão do solário, piscina e brinquedos das crianças. Um longo passeio conecta as quadras esportivas escalonadas e abrigadas entre árvores, protegidas do vento, num recinto natural.

O conjunto dos edifícios ainda conta, na parte mais alta do loteamento, com uma torre de água em concreto e com um bloco de apoio administrativo e portaria de acesso, ambos em estrutura de madeira laminada e colada. Assim, ganha uma escala de paisagem territorial. Vastidão: o projeto é um discurso sobre horizontalidade e horizonte.

 

 

localização campinas, sp

projeto 2019

obra 2023

área construída clube 742,30 m²

área do terreno clube 8.861,40 m²

área construída apoio 278,35 m²

área construída portaria 259,92 m²

área do terreno apoio e portaria 2317,79 m²

arquitetura UNA MUNIZVIEGAS – cristiane muniz e fernando viégas

colaboradores joaquin gak, julia jabur, larissa urbano, marina uematsu, manuela raitelli, matheus pardal [arquitetos], gabriela rochitte e leonardo sarabanda [estagiarios]

 

promotor artesano urbanismo

gerente de engenharia vinícius filardi grecco

diretoria de negócios e operações cláudia yassuda

gerente de experiência do cliente anna rolim

gerente de obras alexandre schimming

encarregado de obras naruzam castanheiras dos reis

 

equipe técnica:

compatibilização e gestão de projetos TYM arquitetura maristela yassuda monteiro

projeto de terraplanagem AVIA projetos de engenharia marcos paulo garcia de queiroz

muros de arrimo e geotecnia engconsultoria vinícius benjamim

fundações e consultoria muro gabião engconsultoria

estruturas concreto e metálica arquimedes costa

estrutura de madeira ita construtora

iluminação castilha iluminação

paisagismo felipe reichmann

instalações grau engenharia

impermeabilização proassp

caxilhos grupo aluparts

interiores natalia sala

construção grupo mosaico

maquete marcelo jun

fotos drone alberto ricci

ensaios fotográficos nelson kon, bebete viégas